05/06/2004 21:15
13/06/2004 22:28
As Palavras


São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Eugênio de Andrade


LOUCURA 10/06/2004

Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada
Pavorosa! Não sei onde era dantes.
Meu solar, meu palácio, meus mirantes!
Não sei de nada, Deus, não sei de nada...

Passa em tropel febril a cavalgada
Das paixões e loucuras triunfantes!
Rasgam-se as cedas, quebram-se os diamantes!
Não tenho nada, Deus, não tenho nada...

Pesadelos de insônia, ébrios de anseio!
Loucura a esboçar-se, a enegrecer!
Cada vez mais as trevas do meu seio!

Ó pavoroso mal de ser sozinha!
Ó pavoroso e atroz mal de trazer
Tantas almas a rir dentro da minha!

(Florbela Espanca)



05/06/2004 21:15:51

EU ESCREVI UM POEMA TRISTE

Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!

Mario Quintana



enviada por Lindinha






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